Classe 1: Explosivos
Explosivos da Classe 1 são substâncias ou artigos que podem explodir por reação química, liberando repentinamente gás e calor em massa. Divididos em 6 divisões (1.1–1.6) por nível de perigo, incluem munições, fogos de artifício, detonadores e explosivos de detonação. Na logística internacional, exigem embalagem rigorosa, estiva separada e licenças de transporte especiais, com limites rígidos na quantidade de carga e procedimentos de manuseio para evitar ignição ou detonação durante o trânsito.
Classe 2: Gases
Classe 3: Líquidos Inflamáveis
Classe 4: Sólidos Inflamáveis e Substâncias Relacionadas
Classe 5: Substâncias Oxidantes e Peróxidos Orgânicos
Classe 6: Substâncias Tóxicas e Infecciosas
Classe 7: Materiais Radioativos
Classe 8: Substâncias Corrosivas
Classe 9: Mercadorias Perigosas Diversas
A Classe 2 abrange gases comprimidos, liquefeitos ou dissolvidos sob pressão, divididos em gases inflamáveis (2.1), não inflamáveis e não tóxicos (2.2) e tóxicos (2.3). Exemplos incluem GLP, oxigênio, cloro e acetileno. Esses gases são transportados em cilindros de pressão, com embalagens que cumprem as normas de teste de pressão. As operações logísticas exigem detecção de vazamentos, controle de temperatura e separação de mercadorias incompatíveis; gases tóxicos demandam medidas de proteção extras e ventilação.
A Classe 3 inclui líquidos com ponto de fulgor ≤ 60°C, que vaporizam e inflamam facilmente quando expostos a calor, faíscas ou chamas abertas. Mercadorias típicas são gasolina, etanol, tinta e solventes. Eles exigem embalagens seladas e resistentes à corrosão e são armazenados/transportados longe de fontes de ignição. Ventilação e eliminação de estática são críticas na logística; monitoramento do nível de líquido e kits de resposta a derramamentos são obrigatórios para evitar riscos de incêndio ou explosão.
A Classe 4 possui três divisões: sólidos inflamáveis (4.1), substâncias espontaneamente combustíveis (4.2) e substâncias que, em contato com a água, emitem gases inflamáveis (4.3). Exemplos incluem fósforos, fósforo, sódio e cânfora. Essas mercadorias necessitam de embalagens à prova de umidade e resistentes ao fogo. As operações logísticas proíbem a mistura com oxidantes; o monitoramento de temperatura é essencial para a Divisão 4.2, e o armazenamento a seco é obrigatório para a Divisão 4.3 para evitar o contato com a água.
A Classe 5 inclui substâncias oxidantes (5.1) que liberam oxigênio para intensificar a combustão, e peróxidos orgânicos (5.2) propensos à decomposição exotérmica. Exemplos são peróxido de hidrogênio, permanganato de potássio e peróxido de benzoíla. Eles exigem embalagens à prova de choque e com temperatura controlada, e devem ser isolados de inflamáveis, orgânicos e ácidos. O manuseio logístico proíbe atrito ou aquecimento; peróxidos orgânicos frequentemente necessitam de transporte a baixas temperaturas para evitar a decomposição.
A Classe 6 compreende substâncias tóxicas (6.1) que causam morte ou lesões por inalação, ingestão ou contato com a pele, e substâncias infecciosas (6.2) que contêm patógenos. Exemplos incluem cianeto, pesticidas e resíduos clínicos. Utilizam embalagens à prova de vazamento e com selo de segurança, com rótulos de perigo claros. O transporte requer estiva isolada, equipamento de proteção para os manipuladores e protocolos rigorosos de descarte de resíduos; substâncias infecciosas seguem as instruções de embalagem da OMS e da IATA.
A Classe 7 inclui substâncias que emitem radiação ionizante, categorizadas por nível de atividade (I–III). Exemplos são urânio, rádio e isótopos radioativos médicos. A embalagem segue padrões de três níveis (Tipo A/B/C) para conter a radiação. A logística exige monitoramento de radiação, velocidade de transporte limitada e estiva separada de passageiros e alimentos. Todos os manuseadores devem usar dosímetros, e os documentos de transporte incluem certificados de atividade de radiação.
As substâncias da Classe 8 destroem tecidos vivos ou corroem metais, incluindo ácidos (sulfúrico, clorídrico) e álcalis (hidróxido de sódio). Utilizam recipientes selados e resistentes à corrosão com revestimentos secundários à prova de vazamento. Na logística, são isoladas de oxidantes, inflamáveis e produtos alimentícios. O manuseio requer equipamento de proteção resistente a ácidos/álcalis; a resposta a derramamentos utiliza neutralizadores, e as áreas de armazenamento possuem piso anticorrosivo para evitar contaminação ambiental.
A Classe 9 abrange mercadorias perigosas que não se enquadram em outras classes, apresentando riscos como danos ambientais, magnetismo ou temperatura elevada. Exemplos incluem baterias de lítio, gelo seco, amianto e materiais magnetizados. A embalagem e a estiva seguem disposições específicas do IMDG; as baterias de lítio necessitam de isolamento para evitar curtos-circuitos, e o gelo seco requer ventilação para dissipação de CO₂. Os documentos de transporte devem especificar as características de perigo e os requisitos de manuseio especial.
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